A colinha de Glêdson Bezerra

O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra - Foto: Divulgação/ PMJN
O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra - Foto: Divulgação/ PMJN
Embora tenha evitado responder perguntas a respeito de alianças para 2022, Glêdson Bezerra (Podemos) antecipou que sua colinha eleitoral, pelo menos o espaço para senador, já está preenchido com o nome Camilo Santana (PT).

“É um cara que tá trabalhando por nossa cidade. Um governante que atende aos nossos anseios. Já disse e reafirmo: se ele sair candidato a Senador, certamente teria o nosso apoio”, justificou o prefeito juazeirense ao antecipar voto em Camilo.

A declaração foi dada em entrevista ao repórter Delton Sá, da Vale FM. Nela, Glêdson deu sinais de que sua colinha está rascunhada com outros nomes que pleitearão cargos no ano que vem.



Assembleia e Câmara Federal

Para a Assembleia Legislativa, pelo menos três figuras próximas a Glêdson estão posicionadas como pré-candidatos: o deputado Fernando Santana (PT), o secretário de Segurança Pública, Doriam Lucena (PTB), e o vereador Márcio Joias (PTB).

Fernando, por exemplo, fez movimentos a fim de se aproximar tanto do eleitorado juazeirense como da atual gestão municipal. O primeiro deles foi mudar o domicílio eleitoral de Barbalha para Juazeiro do Norte.

Além disso, o deputado é quem levantou a ponte entre Glêdson e Camilo, viabilizando parcerias e investimentos para a cidade. “Tem sido um gigante na defesa de Juazeiro”, disse Glêdson sobre Fernando Santana.

Outro Fernando, o Torres, desponta como favorito para receber o título de ‘Federal de Glêdson’. Ele está presidente do Podemos no Ceará e praticamente fixou residência em Juazeiro do Norte. Embora não ocupe cargo na gestão municipal, o engenheiro civil acompanha o prefeito em agendas políticas e administrativas.

“Eu tenho um compromisso partidário, um gesto de gratidão, um sentimento enorme pelo Fernando Torres. Todas as decisões que vou tomar, vou dialogar com ele e nós vamos chegar às conclusões”, afirmou o prefeito.



Abolição e Palácio do Planalto

Apesar do apoio declarado a Camilo, o ungido pelo atual governador dificilmente terá a adesão de Glêdson pelo Abolição. O prefeito já sinalizou o óbvio: “quem é mais aliado do nosso partido é o Capitão Wagner”.

As últimas lacunas a serem preenchidas são os dígitos do seu candidato à Presidência da República. Ainda que afirme não ter ‘aversão a ninguém’, uma coisa é certa: o apoiamento a Ciro Gomes (PDT) e Lula (PT) são utópicos.

O partido de Glêdson, o Podemos, ainda sonha em lançar o ex-ministro Sérgio Moro. Outra opção no radar do prefeito é dar uma segunda chance a Jair Bolsonaro. Isso porque, até hoje, Glêdson não hesita em falar que votou em Bolsonaro, muito menos se sente algum arrependimento.

“Não tenho amarras com ninguém. Partido não me seduz. O que me seduz são as práticas de pessoas, que venham e conquistem pelo seu trabalho que são merecedores do voto do povo e do prefeito de Juazeiro”, completou Glêdson.



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