Cid Gomes e Camilo Santana
Cid Gomes e Camilo Santana - Foto: Reprodução/ Facebook
Deixar o governo em abril do ano que vem ou ficar até o fim do mandato e entregá-lo ao seu sucessor? Eis a questão a ser resolvida pelo governador Camilo Santana (PT) num prazo máximo de dez meses.

Se for candidato, é evidente que o petista não enfrentará dificuldades para chegar ao Senado. É o que prenuncia pesquisa recente divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas. Nela, Camilo já abre uma diferença de mais de 30 pontos para o senador Tasso Jereissati – que ainda avalia se tentará a reeleição ou se disputará o Planalto.

Caso decida permanecer no Abolição até dezembro de 2022, Camilo não ficará de fora da cena política. Para isso, ele deve apostar as fichas nos seus dois aliados que disputarão a Presidência da República. Com Lula ou Ciro no Planalto, Camilo automaticamente garante uma vaga na Esplanada dos Ministérios.

É o mesmo caminho traçado pelo ex-governador Cid Gomes (PDT), em 2014, quando deu a Mauro Benevides Filho a missão de concorrer ao Senado. Com 46% de aprovação, Cid pavimentou a chegada de Camilo ao Abolição. No ano seguinte, assumiu o Ministério da Educação a convite da então presidente reeleita Dilma Rousseff (PT).

Para reeditar o mesmo script, Camilo depende de inúmeras variáveis, a maioria delas condicionadas a acordos sobre o processo eleitoral que se aproxima. No checklist: abrir mão de concorrer ao Senado, devolver – talvez a Cid – o Governo recebido em 2015, e arregaçar as mangas para eleger Lula ou Ciro. 

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