De que lado Camilo vai ficar?

O governador Camilo Santana
O governador Camilo Santana - Foto: Reprodução/ Facebook
Certo ditado diz que ‘o inimigo do meu inimigo é meu amigo’. E se ‘o meu amigo é amigo do meu inimigo?’. Tal inquietação passa pela cabeça dos irmãos Ciro e Cid Gomes, em relação aos movimentos do governador Camilo Santana. Em meio a uma iminente guerra entre PT e PDT, Camilo tem a proeza de transitar em ambos os lados ou, sob outra ótica, permanecer em cima de um muro comprometido por rachaduras.

A 16 meses da eleição, o chefe do executivo cearense começa a ser pressionado a descer dessa parede prestes a desabar. As principais lideranças do PT cearense sugerem a Camilo o rompimento com os padrinhos que o chancelaram ao Governo do Estado em 2014. Pré-candidato à sucessão de Camilo, o deputado José Airton Cirilo (PT) sustenta que o partido tenha candidatura própria ao Palácio da Abolição. A intenção é levantar um palanque exclusivo para Lula no Ceará.

Ingenuamente ou não, Camilo insiste em defender uma utópica aliança entre Ciro e Lula contra o bolsonarismo em 2022. Perguntado sobre em quem votou no 1º turno de 2018, Camilo se esquivou e preferiu não responder. Não quer tomar lado, mas as circunstâncias o obrigará a fazê-lo mais adiante. Isso porque Ciro foi enfático: não quer conversa com quem adjetivou de “maior corruptor da história brasileira”.

A aproximação de Camilo com o ex-senador Eunício Oliveira (MDB) é outra relação que incomoda os irmãos Gomes. De volta à cena política, o emedebista já entrou num campo de batalha contra Ciro e, em paralelo, marca território em torno do governador cearense. O emedebista se encontrou com Lula, em maio, e com Camilo, em junho passado. Assim como José Airton, Eunício defende a construção de um palanque para Lula no Ceará, sustentado por Camilo.


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